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7.12.09

Brasileirão: imagens de emocionar e entristecer

Desde que este espaço passou a ser abrigado pelo Portal Vermelho, o tema esporte, particularmente o nosso futebol, não compareceu mais nas postagens. Talvez por acanhamento da autora, que não é especialista no assunto, apenas mais uma torcedora que vez ou outra gosta de dar um pitaco sobre o que anda acontecendo nos gramados país afora. Pode ser, também, por considerar que este é um tema pequeno, perto dos assuntos tão mais relevantes tratados pelo Portal.

Em vários momentos ao longo do campeonato, fiquei instigada a falar sobre as polêmicas envolvendo os pontos corridos, o desempenho errático dos times, a disparidade de condições dos clubes, os tropeços e as superações do meu São Paulo…

Mas, hoje, a tentação foi forte demais e não consegui evitar. Afinal, o campeonato chegou ao fim, com um campeão que contrariou todas as previsões, com o clube que esteve mais tempo na frente da tabela fora da linha de classificação da Copa Libertadores, com dois times cariocas heroicamente mantidos na primeira divisão e cenas finais de emocionar e entristecer.

O vai e vem de posições nas últimas rodadas – tanto na parte de cima quanto na de baixo da tabela – ressuscitou de certa maneira a emoção do torcedor, ligado em todos os jogos do campeonato. Mas será que isso é mérito dos pontos corridos?

Tendo a achar que não. O desenho deste campeonato foi atípico dentro da fórmula dos pontos corridos. Houve mais equilíbrio e muitos, muitos tropeços. Porque a regra dos pontos corridos é clara: ganha o clube que tiver mais estrutura interna, que conseguir manter um elenco mais ou menos estável durante todo o ano, com salários em dia. Basta passar os olhos para ver que esta realidade é raramente encontrada fora do eixo Rio-São Paulo (mesmo assim de forma muito dispare) e do Rio Grande do Sul. Os times do Nordeste e de outros estados e regiões do Brasil estão sumindo da tabela.

Além do que, os pontos corridos trouxeram um novo ingrediente ao futebol: o fantasma da mala branca. O campeonato ficou sob suspeição. Times fazendo corpo mole em campo para evitar que seus arquirrivais regionais fossem beneficiados – ou pelo menos o disque-disque de que isso aconteceria foi inflado pela mídia futebolística.

Imagens de emocionar
flamengoadrianoUm espetáculo a parte foi a torcida do Flamengo. Noventa mil corações cantando a certeza de um título importante que há muitos anos o clube não conquistava. Os bandeirões, a folia. O Maracanã lotado é uma coisa fantástica.

Adriano mostrou que imperador também chora e que é possível ser flamenguista e se preocupar com outros clubes. Na entrevista coletiva após a partida, Adriano perguntou aos repórteres sobre o Botafogo e o Fluminense e disse que estava ainda mais feliz por saber que os clubes cariocas escaparam do rebaixamento, numa atitude digna de imperador.

Foi lindo ver a torcida do Coritiba lotando o estádio, fazendo a festa e levando a esperança no peito de ver seu time fora da segunda divisão.

No Morumbi, os torcedores compareceram ao estádio para saopauloempurrar o time e dar sua contribuição para garantir que estivéssemos na Libertadores em 2010. E, ao final do jogo, os jogadores foram aplaudidos pelo público numa demonstração de reconhecimento e solidariedade.

…E de entristecer
coritibaFoi muito triste ver a praça de guerra em que se transformou o estádio Couto Pereira. Uma cena dantesca. O policial que caiu ferido em campo, carregado pelos colegas sob uma chuva de cadeiras e paus, parecia morto. Torcedores se esvaindo em sangue. Estas imagens já estão correndo o mundo, que deve estar se perguntado: é este Brasil que receberá a Copa e as Olimpíadas? Claro que não se pode estender às autoridades a responsabilidade pelo que ocorreu no Couto Pereira, mas é preciso reduzir as possibilidades de que elas aconteçam.

Também foi triste ver a briga entre torcedores do Flamengo nas ruas do Rio. Uma selvageria sem explicação, que mostra que há muito ainda a se fazer para conter a violência que está impregnada na sociedade.

E o meu São Paulo…
Perdeu o campeonato nos campos e nos tribunais. Foi uma conjugação de fatores que nos tirou a taça. Na verdade, o título de 2009 nunca esteve nos horizontes. Na primeira rodada, tivemos um desempenho pífio. Alguns podem dizer que o mesmo aconteceu em outros anos. É verdade. Mas o foco, a determinação e a qualidade do time eram outras também. No final, só nos aproximamos e reavivamos uma esperança de campeonato em razão do tropeço do Palmeiras, que desandou completamente no segundo turno. Acontece que o São Paulo, que precisava de mais vitórias e de uma regularidade maior nos jogos nesta etapa final, mas teve problemas fora e dentro dos campos. Podíamos ter sido campeões, mas no jogo decisivo contra o Botafogo estávamos desfalcados e desestimulados. Perdemos.

A Libertadores
A disputa pelas quatro vagas também foi muito acirrada no campeonato. Mas, aos 45 minutos do segundo tempo, os quatro times que ficaram na zona de classificação para a Libertadores foram o Flamengo, Internacional, São Paulo e Cruzeiro. O Palmeiras deixou escapar a classificação como água entre os dedos. Vão enfrentar uma crise daquelas.

2010
Ano de Copa, alguns clubes terão mais dificuldade para manter a base de seus times, me refiro aqueles que contribuirão com jogadores para a seleção. Os campeonatos terão um intervalo no meio do ano – tanto o brasileiro quanto a Libertadores. E as emoções estarão voltadas para o continente africano. Segura coração!

22.7.09

Muricy no Palmeiras

Torci muito para que essa frase não fosse dita, porque ela deixa um gosto amargo na boca. O melhor técnico em atuação no Brasil foi mandado embora do São Paulo, numa atitude destemperada e inconsequente, e agora vai treinar um dos desafetos do tricolor.

Sim, porque são os palmeirenses os que destilam o maior veneno contra o time do Morumbi. Me admira que os porcos aceitem o Muricy sem torcer o nariz. Bambi para cá, bambi para lá, os torcedores do time verde nunca admitiram - vamos dizer que poquíssimos o fizeram para não generalizar - as qualidades de Muricy Ramalho e seu papel decisivo nas conquistas do tricolor paulista. Preferiram tapar os olhos e botar todo o crédito do time competitivo construído por Ramalho na benevolência da arbitragem.

A diretoria do São Paulo cometeu dois erros gravíssimos - dispensar o técnico e contratar - na melhor das hipóteses - um aspirante. Estamos em situação delicada na competição, talvez não consigamos reverter as dificuldades e nem sequer nos classifiquemos para a disputa da Libertadores em 2010.

Enquanto isso, os cartolas do tricolor sonham com a Copa de 2014. Sonhar não é pecado, mas seria bom não descuidar da realidade.

22.6.09

Lá no Ceará

Este post existe graças ao meu amigo Inácio Carvalho, cearense de Sobral, que viajando pelo Ceará retratou a grandeza do tricolor paulista.

Com a palavra, Inácio
Potengi é uma pequena cidade do Cariri cearense que, em 2008, elegeu Samuel Alencar, do PCdoB, como seu prefeito. A UJS tem uma presença grande e sua principal liderança é Bob PTG, um cabra muito bom que integra a Nação Hip Hop (tá no vídeo do Toni C) e hoje é secretário de cultura, esporte e juventude.

Estive na cidade, nesta sexta-feira, junto com o Chico Lopes (deputado federal do PCdoB/CE) e veja só o que encontrei. Um bar que me fez lembrar de você e fui lá fazer o registro pra lhe mandar. Pra completar nesse lugar aí já funcionou a UJS local.
Seu São Paulo até que tem adeptos por aqui, né?

20.6.09

SPFC: O que esperar de Ricardo Gomes

A última quinta-feira (18) foi um balde de água gelada na cabeça de todo tricolor paulista. Uma vitória simples bastava para o time do Morumbi avançar na Libertadores da América. Vencemos o Cruzeiro pelo campeonato brasileiro. O placar positivo em casa não parecia, nem de longe, uma impossibilidade. Mas foi. Perdemos.

A derrota deste ano foi bem menos dramática do que a de 2008, quando a classificação nos escapou aos 46 minutos do segundo tempo, com o gol do Washington - não dá para esquecer. Naquela ocasião não tinha dúvida da continuidade do Muricy.

Mas, a primeira certeza que me veio com a derrota deste ano era de que o comando da equipe seria alterado. Muricy seria demitido. Comentei isso com vários colegas. Assim, o anúncio da demissão não me pegou de surpresa. O time não se encontrou no primeiro semestre. A Libertadores é prioridade para o Clube. Perdemos pela 4ª vez consecutiva. Muricy, mesmo com a trajetória de conquistas para o São Paulo não sobreviveria a mais essa desclassificação.

Que surpresa de mal gosto
O que me pegou de surpresa foi a notícia da contratação do ex-zagueiro Ricardo Gomes. Acordei esta manhã - quando dá, aos sábados aproveito para dormir mais um pouco. Sozinha em casa, fiz um suco de laranja e tranquilamente abri os jornais impressos que confirmavam a demissão. O Estadão expeculava sobre a contratação de Abel Braga. Ai liguei a internet e fiquei boquiaberta: Ricardo Gomes?????

Não posso falar por toda a nação tricolor, nem cheguei a conversar com ninguém sobre a novidade, mas a primeira vista a escolha da diretoria do São Paulo é inexplicável. Ricardo Gomes não tem experiência para comandar o tricolor, não tem personalidade futebolística (nunca teve, nem como jogador). Suas passagens como técnico de clubes europeus produziram resultados pífios.

Demitir um dos melhores - para muitos o melhor - técnico de futebol em atividade no Brasil para contratar o sem expressão Ricardo Gomes é uma escolha sem sentido. Com a permanência de Muricy poderíamos ainda pensar numa virada no Brasileiro e numa boa classificação - que nos colocasse em posição para voltarmos a Libertadores em 2010. Com Ricardo Gomes o que podemos esperar?

Se eu fosse otimista diria que não podemos esperar nada. Como sou pessimista digo que podemos esperar inclusive o pior.

18.5.09

Urucubacas, entraves técnicos e tristeza

O dia começou bem, mais uma vez aquele agradável clima outonal, com um belíssimo céu azul sem uma única nuvem sequer para manchá-lo. Mas depois, as coisas foram se sucedendo de maneira desastrada e totalmente fora do previsto.

Entraves técnicos
Primeiro foi a chegada ao trabalho e a constatação de que é preciso invadir, pôr abaixo, estatizar, ocupar ou o que for necessário para tirar da Telefônica os serviços de telecomunicações e banda larga. É isso, passei o dia às voltas com a impossibilidade de navegar na internet. Aquele cai não cai intermitente, a lentidão de tartaruga para carregar páginas simples, como a busca do google.

Tristeza
Depois, a triste notícia da morte de Mário Benedetti, o escritor, poeta, ativista político, militante de esquerda que lutou pela democracia e liberdade em seu país, o Uruguai, e em toda a América Latina. Aos 88 anos ele se foi, mas nos deixou um legado explêndido. Para ler um pouco mais sobre Benedetti indico o Blog do Miro e o Blog da Manuela D'Ávila, esta uma admiradora e fã incondicional do uruguaio.

Urucubaca
O dia foi caindo e, enfim, já noite, com o reestabelecimento da conexão, a notícia improvável: o goleiro são-paulino Bosco ficará ao menos 2 jogos fora de campo. Ele sofreu uma lesão no joelho durante a partida de ontem contra o Atlético - PR, pelo campeonato brasileiro.

Quem foi que disse que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar? Pois dessa vez caiu duplamente, bem em cima do gol tricolor. Primeiro Rogério, agora Bosco. Inacreditável. Eu, por mais ateia e materialista que seja, mas como boa brasileira, não tenho a menor dúvida - tem urucubaca forte no Morumbi. Um ebó daqueles feios. Vai ver, só assim mesmo para parar a máquina tricolor.

7.5.09

Vai começar o Brasileirão

O campeonato brasileiro começa com uma boa novidade: dois jogadores que fizeram carreira internacional voltam a defender clubes nacionais. Estou falando do Ronaldo, no Corinthians e agora o Adriano no Flamengo. Quem sabe o retorno deles inspira, como já se vem especulando por vários articulistas esportivos, a volta de outros craques brasileiros espalhados pelo mundo.

Ao lado disso, alguém fez um ebó brabo contra o tricolor paulista, que está com a bruxa solta. Primeiro a saída de Rogério, depois Rodrigo com problemas pulmonares e agora as baixas no time do Morumbi são Jean e André Dias. É uma urucubaca daquelas. Apesar disso, a busca pelo tetra ainda está entre os nossos objetivos.

O campeonato promete. O Inter vem forte, assim como o Cruzeiro. Entre os menores que vão lutar para permanecer na 1º divisão do futebol nacional estão Barueri e Avaí.

Do lado do torcedor, esperamos que os novos anúncios feitos pela CBF e pelo Ministério do Esporte no sentido de adequar nossos estádios aos padrões internacionais, como por exemplo respeitar a marcação de lugares, representem avanços na prática.

E na garganta o grito: Vai tricolor!!! Vamos ser tetra!!!

22.4.09

Uma palavra ao tricolor - prioridade

Tropeçar nas semi-finais do Paulista não incomoda tanto, o incômodo está em deixar escorrer pelas mãos a vantagem sobre o adversário. Quem deve ser culpado, os jogadores, a arbitragem? Na minha opinião nem um, nem outro. Claro ambos tem participação determinante no resultado - afinal são eles que estão dentro de campo.

Mas o resultado colhido pelo São Paulo nos jogos das últimas duas semanas são fruto da política adotada pelo clube, que terminou o ano de 2008 e iniciou o ano de 2009 dizendo que iria priorizar a Libertadores. Na prática isso não aconteceu. O Muricy reconheceu isso na entrevista coletiva após a partida de domingo. Uma coisa é dizer, outra é fazer - foram mais ou menos estas as palavras utilizadas pelo técnico tricolor para explicar que existe uma forte pressão sobre a equipe na hora da disputa do campeonato estadual. Todo mundo quer resultado.

O time reserva, as vezes que foi escalado, decepcionou demais. E olhe que entre os reservas figuram nomes que já foram titulares. Um desarranjo geral. Na equipe principal, desfalques e muitas falhas mostram que o São Paulo ainda não está apresentando um bom rendimento.

Nessa situação, a palavra prioridade não só deveria ter sido pronunciada como levada à risca. Tudo bem que estamos numa situação confortável nessa primeira fase da Libertadores. Mas o desgaste da derrota nas semi-finais, não só psicológico mas físico sobre os jogadores, pode ter um impacto negativo na campanha do campeonato. Vamos torcer para que não.

É como disse uma amiga - só vou perdoar o São Paulo se ele for Tetra. Então, vamos em frente São Paulo!

2.4.09

Eu vi uma canarinho em campo

Já é 2 de abril. O jogo entre a seleção brasileira e a seleção peruana chegou ao fim há poucos minutos.

Outra canarinho estava em campo. Muito diferente daquela que se apresentou no último domingo. Mais vontade, mais gana de bola. Mais Kaká. Não tem jeito. Faz e fez a diferença.

Na beira do campo, o técnico "sete anão" Dunga, no entanto, continua o mesmo. Brega fashion, fez as alterações no segundo tempo para satisfazer a pressão da torcida, que queria ver em campo o garoto Pato. Ronaldinho Gaúcho entrou em seguida e, mesmo com pouco tempo e sem uma apresentação brilhante, mostrou porque está entre os jogadores agraciados com o título de melhor do mundo.
Mas os comentários e as galhofas esportivas do dia ficam reservadas para a seleção vizinha e adversária: a Argentina, goleada pela Bolívia em La Paz num dos piores placares daquela seleção desde a década de 50 - 6x1. O âncora do Repórter Brasil (telejornal da TV Brasil) foi ênfático - "não estou mentindo não. Foi 6x1 mesmo". Só rindo.

O resultado da Argentina ajudou a garantir o melhor posicionamento do Brasil, que está em segundo lugar na chave, três pontos atrás do Paraguai, que empatou hoje com o Equador.

Agora, eliminatórias só em junho. Até lá.
Imagens gentilmente tomadas da galeria do IG

30.3.09

No final, estava torcendo pelo Equador

Que vexame canarinho, que tristeza. Como você pôde fazer isso com toda uma nação. Não, não me refiro ao placar - pra lá de injusto com os equatorianos - mas à falta de vontade, de garra, de determinação.

Uma seleção irreconhecível, deformada. Sem criatividade, sem começo, meio e fim. Exceto, justiça seja feita, pela brilhante atuação de Júlio César. Que a cada lance do Equador estava atento e preciso.

No primeiro tempo, os torcedores mais condescendentes estavam culpando a altitude pela exibição estilo barata tonta do time brasileiro, que incapaz de garantir a posse de bola, distribuiu faltas que resultaram num festival de cartões amarelos. Por sorte não apareceu um vermelho.

No segundo tempo o desentrosamento permanecia e a seleção do Equador crescia em campo. Até o gol de Júlio Baptista, que mostrou como o resultado de uma partida de futebol pode ser dissonante com as atuações em campo.

Mas os equatorianos não se deixaram abater e continuaram a pressão e o domínio de bola. Sofreram um penalti que não foi marcado pelo Juíz e já na prorrogação arrancaram o empate.

Inconscientemente, estava lá eu vibrando e comemorando o gol dos adversários. É, no final, estava torcendo pelo Equador, estava torcendo pelo futebol, pela garra e vontade de jogar, de vencer. Motivações que este time brasileiro não tem demonstrado ultimamente.

Finalmente, estava torcendo contra o "sete-anão" Dunga. É impressionante como aquele brega-fashion do futebol pode estar à frente da seleção pentacampeão. Eu não entendo isso. Tomara que a Branca-de-Neve do Ricardo Teixeira acorde antes do beijo envenenado da desclassificação. Dunga não está, nem nunca esteve à altura da Seleção Brasileira.

9.3.09

Craque não tem peso

Vamos deixar uma coisa bem clara, antes de tudo: isso não tem nada haver com o Corinthians. Esclarecida a questão, não seria possível começar a semana sem fazer uma referência, ainda que mínima, ao craque da rodada do Paulistão 2009 - Ronaldo.

Desacreditado, machucado, afastado do gol, envolvido em escândalos, Ronaldo saiu da Europa em baixa, chegou no Brasil despertando dúvidas e muito ti-ti-ti. Sua vinda para o Corinthians foi circundada de holofotes, uma grande jogada de marketing que ninguém sabia - nem ele próprio - se teria correspondência em campo, no tête-a-tête com a bola.

Sua estreia contra o Itumbiara foi um certo balde de água fria em quem esperava desde o início do torneio a grande van premiére no clássico. E, mesmo o jogo Palmeiras e Corinthias foi levado da capital para Presidente Prudente.

Aos 20 minutos Ronaldo entrou. Fez boas jogadas e, nos dois jogos, mostrou que mesmo pesado, sua intimidade com a bola não se perdeu. E, ontem, aos 47 do segundo tempo, marcou de cabeça contra o Palmeiras. Sua comemoração foi quase um desabafo, uma explosão.

É preciso reconhecer que o talento de um craque permanece apesar na ferrugem da idade e dos pneus na barriga.

PS.: O São Paulo com seu time reserva - porque nem pode-se dizer que entrou com misto - perdeu para o lanterninha da competição. Tudo bem que a prioridade do time não é o Paulista. E quanto a isso não se coloca questionamento. Mas um diferencial do São Paulo é manter algum azeite e qualidade de jogo em seu time reserva, que conta com importantes jogadores, mas que não conseguiu se entrosar em campo. Hugo, Richarlison, Junior e outros teriam plenas condições de bater o fraco Mogi Mirim. Precisam treinar mais e querer mais.

8.8.07

Coisa pra macho!

Impressionante a verborragia do Juiz Manoel Maximiniano Junqueira Filho. Com muita rudeza ao negar a abertura de processo por discriminação contra o jogador são-paulino Richarlyson ele destilou o seu preconceito e de parte da sociedade: "futebol é jogo viril, varonil, e não homessexual". Ou trocando em miudos, futebol é coisa pra macho!
Fiquei me questionando, o que poderia ser, na visão deturpada do Juiz, esportes para homossexuais.... Nem quero imaginar...
Certamente, para ele, futebol também não é coisa de mulher e, portanto, ele deve ter balbuciado vários impropérios contra a equipe feminina que sagrou-se campeã de um jogo viril no Pan.

22.5.07

Futebol, Comentaristas e Palpites

Talvez existam poucas categorias de pessoas mais passionais do que os torcedores de futebol. Cegos, só enxergam meio palmo ante o nariz. Tá, vamos lá, não são todos, mas a grande maioria. A paixão pelo time vale tudo. Na mesa do bar, um corinthiano, um palmeirense, um são-paulino e um flamenguista irão defender ardorosamente seus times, e estarão cumprindo seus papéis.

Mas, não sei porque cargas d'água, os programas esportivos, tanto da TV quanto do Rádio, resolveram contratar para fazer os comentários das partidas de futebol, não analistas esportivos, mas pseudo-torcedores. Quando eu ligo a CBN ou outra rádio, quero ouvir análises, contra-pontos, e não o xinga-xinga típico do torcedor.

O resultado disso é desesperador. Primeiro, porque o número de bobagens ditas cresce a cada rodada. Segundo, porque ninguém fala a mesma língua e, a memória, parece estar curta, já que uma semana diz-se uma coisa, semana seguinte outra, uma anarquia. Terceiro, porque o nível de subjetivismo é assutador.

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Em campos tricolores

Estou torcendo para que a notícia de que o Mineiro estaria voltando para o São Paulo seja procedente. O meio-campo tricolor não conseguiu repor à altura um jogador para cumprir o papel que o Mineiro tinha no time. Com isso, o São Paulo perdeu a ligação da saída de bola com o ataque, perdeu a capacidade de criar jogadas e o resultado é esse aí: derrotas.

Claro que o Muricy tem boa dose de responsabilidade, as escalações dele não têm sido as mais felizes, e ele não têm tido agilidade para fazer as alterações necessárias em tempo hábil.
Mas ainda é muito cedo para fazer qualquer prognóstico, ainda tem muita bola pra rolar.

8.5.07

Duelo Tricolor no Olímpico

O jogo desta quarta-feira entre São Paulo e Grêmio pela Libertadores promete ser quente. No Morumbi, o São Paulo foi razoável, ou seja, garantiu a vitória, mas sem brilhantismo e com um resultado raquítico.
O tricolor paulista perdeu a oportunidade de sair de casa com uma boa vantagem. Agora, vamos encarar um time que conquistou o bicampeonato estadual por uma goleada de 4x1, cheio de moral e faminto para continuar na competição, que teve o arquirival Inter como campeão em 2006.
Vai ser daqueles confrontos que de tirar o fôlego, pelo menos eu já estou quase sem!

9.4.07

Os brutos também choram

Edmundo, mais popularmente, o Animal, demonstrou neste domingo, após o empate contra o Guaratinguetá, no Palestra, que os brutos também choram.
Ao ser abordado por jornalistas, Edmundo deixou cair algumas lágrimas e não conseguiu esconder a emoção ao dizer que está pensando em abandonar a carreira de jogador.
Confesso que fiquei muito tocada e pela primeira vez vi que há humanidade neste craque do futebol brasileiro.

23.3.07

Conversa de bar

Não precisa muito para adivinhar o tema: futebol. Noite agradável, Av. Paulista, boteco apinhado e aquela cerveja bem geladinha.
Na mesa palmeirenses, corintianos e uma são paulina. O debate não girava em torno da rivalidade entre os três maiores times de São Paulo, até porque o dia não estava pra tirar sarro: o Palmeiras derrotado pela Ipatinga, o São Paulo pelo Necaxa e o Corinthians, bom desse nem tem muito o que falar no momento.
A polêmica estava há 450 km daqui: o Romário marcará seu milêsimo gol contra o Flamengo? Caso isso aconteça, a torcida rubro negra deve comemorar o gol tomado pelo Vasco?
É com certa resistência que revelo aqui que a maioria dos presentes, particularmente os palmeirenses, disseram que sim, que o Romário vai marcar e que neste momento o Maraca vai presenciar uma cena inédita: vascainos e flamenguistas comemorando o mesmo gol.
A justificativa: "o Romário fez muito pelo Brasil".
Tá até posso concordar. Mas se a disputa se desse por essas paradas eu duvido que acontecesse o mesmo. Por maiores que tivessem sido os serviços prestados à Pátria canarinho.
Time é time, e gol a gente só comemora o do nosso contra o adversário - nunca o contrário. Eu hein!

17.8.06

De cabeça erguida

Foi assim o tempo todo. Todo mesmo. Os 180 minutos de um jogo que colocou frente a frente os dois melhores times do Brasil e da América.
De cabeça erguida, os tricolores e colorados, buscaram a vitória, desejaram o título. E cada um à sua moda percorreu os gramados paulista e gaúcho para encher os olhos de torcedores com um espetáculo esportivo que merece uma justa reverência.
Sempre registrei que a disputa com o Inter seria de alto nível. Procurei não menosprezar o adversário, respeitando-o.
Claro que a derrota em casa nos prejudicou. Mas sabíamos que era possível vencer.
No Beira Rio demos a nossa alma. Até o último minuto. 2x1 - Esperança nos olhos, mão suada, ainda é possível vencer. 2x2 - Ainda é possível. Não foi.
Não vencemos. Empatamos, e o Inter sagrou-se pela primeira vez campeão da Taça Libertadores da América. O seu primeiro título. Foi justo. Foi suado.
Isso não significa que tenha sido justa a nossa derrota. Não foi. Merecíamos a vitória, o tetra. Fizemos uma campanha excelente. Guerreira.
Mas perdemos altaneiros, de cabeça erguida. Apesar da tristeza, do nó na garganta, me orgulho de torcer para o São Paulo. Viva o Tricolor!

26.7.06

Frase do Dia

"Tiraram o Soneca pra colocar o Dunga e deixar todo mundo Zangado."
Daniele Moraes, jornalista

Precisa dizer mais alguma coisa?

25.7.06

Dunga!!!!?????

Num primeiro momento pensei estar entendo mal. Esfreguei os olhos, foquei a vista e li, palavra por palavra, como uma criança que está aprendendo a ler. É isso mesmo: o novo técnico da Seleção Brasileira de Futebol é o ex-jogador Dunga.
Confesso que não li sequer a matéria que divulgava a novidade. Também não tive tempo, pela correria do ofício que está grande, de ler comentários seja nos jornais ou nos blogs dedicados ao esporte.
Mas arrisco não uma análise pronta e acabada, mas alguns questionamentos, que penso não serem só meus, acerca da indicação.
Não vou me deter a fazer comentários mais profundos sobre a qualidade de Dunga como jogador de futebol, que são muitas. É bem verdade que ele foi muito criticado durante a Copa de 1994, quando consquistamos o tetracampeonato, mas sem dúvida que ele teve papel central na campanha vitoriosa brasileira.
Mas, me digam, depois de ter pendurado as chuteiras, Dunga se aventurou a treinar algum time de futebol? Se a resposta for positiva, ela será para um time pequeno, porque pelos grandes e médios sei que ele não passou.
Será que basta ter sido um bom jogador de futebol, consagrado até, para ser um técnico com liderança e que reúna todas as condições para dirigir um time de futebol, na verdade nem um time, mas direto e sem escalas a Seleção Brasileira?
Eu tenho as minhas dúvidas.

18.7.06

A semana

O nome é alemão, mas o crime é genuinamente nacional. Não aguento mais ouvir falar no "Caso von Richthofen". Pois é, nome difícil, mas de tanto ser martelado na nossa cabeça até gago já manda - o o o o ca ca ca so von Richthofen. Não é para ser engraçado - e para ser dramático.

Existe uma eleição presidencial acontecendo neste exato momento no Brasil, e a imprensa apenas alardeia juris, e outras tantas manchetes popularescas. No rádio, a CBN foi o dia todo a mesma lenga-lenga requentada, amassada, virada do avesso e de todos os lados para ver se espremia de algum jeito alguma notícia, nem que fosse uma única palavra, que pudesse ser novidade neste caso.

No futebol, voltamos ao arroz com feijão do brasileirão - que anda bem saboroso com o Tricolor em primeiro. A Libertadores será a grande tensão desta quarta-feira. É ganhar ou morrer.

Fora isso, um cineminha de vez em quando né, que ninguém é de ferro. A dica é o belíssimo Elza e Fred, de Marcos Carnavale. O filme é uma co-produção entre Argentina e Espanha e mostra com bom-humor, sensibilidade e elegância uma história de amor entre os personagens já octagenários. Toda essa badalação em torno do cinema argentino não é sem razão. Eles estão em alta e a todo vapor.

5.7.06

As imagens da Copa

A eficiência do time francês barrou a nau portuguesa. Um jogo bem marcado, disputado, com garra de ambos os lados.
A tal da vontade de ganhar manteve-se viva até os 49 min. do segundo tempo. Nos 4 minutos finais, já nos acréscimos, o Felipão pede a bola na área. E, então, Ricardo (goleiro herói na partida que garantiu a vaga da seleção portuguesa nessa semi-final) deixa o gol. Deixa o seu gol e parte rumo ao gol adversário. Disposto a um tudo ou nada para tentar nos últimos minutos mudar o destino daquela partida.
Foi bonito. Foi emocionante.
Todos os 11 jogadores, querendo ver a bola na rede. Barthes falha, mas Figo cabeceia pra fora. Que desespero. Tem eficiência, mas tem também sorte. Um impedimento, por meio metro....
É, mas não deu. Fim de jogo. E como em todo jogo, vencedores e vencidos, alegria e tristeza. Que há de se fazer. Mas o espírito esportivo, de integração, da saudável disputa, prevalece. O respeito entre jogadores adversários. O reconhecimento do esforço e do trabalho.
Zidane e Figo, jogadores experientes, ídolos mundiais. Um abraço fraterno, a troca das camisas e mais que isso, uma reverência ao esporte: os dois capitães vestem cada um a camisa do outro.
Essas são as imagens que devíamos guardar da Copa, do esporte.
Parabéns Felipão.