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| Bancada da Frente Ampla. Fonte: La Diaria |
23.12.14
Congresso uruguaio aprova Lei de Meios
2.12.14
Uruguai: Democratizar a comunicação é estratégia de poder
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| Lei de Serviços Audiovisuais é o primeiro desafio de Tabaré |
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| Gabriel Mazzarovich |
3.10.14
O trabalho não pode estar associado à morte
E as importantes conquistas alcançadas pelos trabalhadores na construção civil no Uruguai é uma demonstração de que politizar o debate sindical e investir na organização dos trabalhadores por local de trabalho continua sendo o caminho mais efetivo para fortalecer a unidade e alcançar vitórias.
Uruguai: Fábrica de cerâmica é recuperada por cooperativa de trabalhadores
3.10.12
Nem brasileiros estão a salvo do assédio de Capriles
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| Fila para na barraca de Chávez |
No segundo dia de minha
estada em Caracas, habilitei um chip para celular da Movistar, a
empresa da Telefônica na Venezuela. Para isso, fiz um cadastro com
nome, endereço e como sou estrangeira com passaporte e contatos no
Brasil. Recebi um número de telefone. No dia seguinte, menos de 24
horas depois de estar com o telefone habilitado, recebi a seguinte
mensagem: Quieres ser voluntario de Capriles Radonski? Envia SMS al
212 com *HCAPRILES + Cedula + Correo-e Ya sabes! VOTA SEGURO por
Primero Justicia Abajo a la Izquierda. (foto ao lado)
Depois de muito trabalho para postar um web-jornal no
youtube com entrevistas feitas aqui, passados alguns minutos apareceu
um banner publicitário no meu canal do youtube com uma campanha de
Capriles. Como não creio em coincidências, logo entendi o motivo.
Ao postar o vídeo, selecionei palavras chaves, entre elas Venezuela,
eleições que foram reconhecidas pela publicidade do candidato
oposicionista.2.10.12
Comércio entre Brasil e Venezuela avança e já movimenta 7 bilhões de dólares
20.12.11
Clarín e La Nación têm monopólio da produção de papel-jornal ameaçado
20.11.11
Toda nudez será castigada
Em seu blog, Aliaa não postou apenas fotos suas, mas também desenhos e fotos de outros nus. E escreveu:
9.11.10
Regulação de mídia e exorcismo, o debate está na mesa
Mostrar que nos países tidos como exemplos de sociedades democráticas (Reino Unido, França, Canadá, Portugal, Espanha, Estados Unidos) há um marco regulatório pactuado entre todos os atores, abrangente e socialmente construído, é o objetivo deste importante Seminário promovido pela Secom.
O seminário internacional “Comunicações eletrônicas e convergências de mídias”, reúne representantes de países europeus, dos Estados Unidos, Canadá e de organismos internacionais para apresentarem qual o ambiente regulatório de comunicação é aplicado mundo afora. O público do evento é composto de agentes econômicos da comunicação (da radiodifusão, produção audiovisual e telecomunicação), agentes públicos (agências reguladoras, ministérios, estatais) e movimentos sociais.
Na abertura, o ministro da Secom, Franklin Martins, passou o recado: vamos colocar os fantasmas no sótão. “Nenhum grupo, nenhum setor tem o poder de interditar a discussão. Ela está na mesa e será feita num ambiente de entendimento ou de enfrentamento”, e foi taxativo: “Se não discutirmos, quem vai regular é o mercado, e quando o mercado regula quem ganha é o mais forte”.
E o mais forte, neste caso, é o setor da telecomunicação que faturou só em 2009 a bagatela de 180 bilhões de reais, enquanto a radiodifusão faturou 13 bi.
E é exatamente a radiodifusão e os grupos de mídia tradicionais que têm imposto maiores obstáculos ao debate da regulação. Tanto é que foram estes os segmentos que se retiraram da comissão organizadora da 1ª Confecom, e que passaram a editorializar toda e qualquer discussão sobre comunicação como tentativa de censura. Mesmo sabendo que há uma clara opinião no governo de que “nesse ambiente de convergência de mídia é preciso dar tratamento especial à radiodifusão que opera em sinal aberto e gratuito”, como disse hoje Franklin Martins.
Ele lembrou que a legislação brasileira é da década de 60 do século passado. “Acumularam-se problemas imensos nestes anos por não termos enfrentado de frente a questão da regulação. Nossa legislação é um cipoal de gambiarras por não se enfrentar os problemas. Nossos dispositivos constitucionais não foram regulamentados. Passados 22 anos não se votou praticamente nada nesse sentido. Se nós acharmos que não queremos produção independente, produção regional, se não queremos evitar o excesso de concentração, então temos que revogar esses dispositivos”, disse.
Apesar dessa dívida história, Franklin aponta um debate sobre a regulação que olhe para frente “e procure legislar de forma mais moderna, progressista, cidadã e democrática. Precisamos de um processo de discussão pública e transparente. Sabemos que as dificuldades são imensas. Mas, se formos capazes de nos livrarmos dos nossos fantasmas e avançarmos na discussão vamos conseguir alcançar um entendimento”, acredita.
Ao final de sua fala de abertura, Franklin Martins desafiou aos presentes a perguntarem aos palestrantes se o fato de haver regulação em seus países provocou algum entrave à liberdade de imprensa ou à liberdade de expressão.
As posições expressadas pelo ministro da Secom são importantes e convergem em grande medida com o pensamento dos movimentos que têm insistentemente lutado pela democratização das comunicações no Brasil. O debate que se desenvolveu no processo da 1ª Confecom tinha exatamente o mesmo sentido: é preciso regular o setor de comunicação, a luz do que já propugna a Constituição, e é preciso construir políticas públicas que garantam a pluralidade e a diversidade comunicacional no país.
É pena que estas posições estejam sendo mais abertamente colocadas apenas no final do mandato do presidente Lula. Claro, resta a expectativa de que o novo governo se comprometa com essa importante agenda política e dê sequência aos debates que se originaram lá na Confecom.
9.5.10
Um pouco do Glaciar Perito Moreno
Como já tinha comentado no post de retorno das férias, o Glaciar Perito Moreno é um dos lugares mais magníficos que já vi. Sua exuberância e grandiosidade desafiando a natureza e o homem nos faz lembrar como somos pequenos diante do planeta.
Fiz uma galeria comentada no Flickr com uma seleção das melhores fotos do Perito Moreno e do Parque Nacional dos Glaciares (na verdade deixei de colocar tantas outras belíssimas fotos que fiz), que compartilho com quem tiver curiosidade para conhecer um pouquinho dessa maravilha.
5.5.10
Imagens inesquecíveis
Eu tenho uma fórmula: para sair de férias eu não me desligo apenas do trabalho formal, mas do mundo. Evito jornais, revistas, computador, celular. Alguns amigos me perguntam, poxa, mas e o blog, ele não é trabalho, publica as coisas da tua viagem... Infelizmente tive que declinar do convite – apesar de não ser trabalho remunerado, não deixa de ser um tipo de trabalho. Como sair de férias e me preocupar, diariamente, com o que postar no blog, onde ligar o notebook, o que colocar no twitter ou no facebook? Transformar meus passeios em pautas... credo!
Então, simplesmente desliguei. E foi maravilhoso! Foi pouco tempo, é verdade. Apenas 10 dias, os trabalhadores têm direito à trinta. Mas um dia eu chego lá!
Visitei um dos lugares mais bonitos que já vi! Uma cidadezinha ao sul da Patagônia argentina chamada El Calafate, onde fica um dos maiores e mais belos glaciares do mundo – o glaciar Perito Moreno. É de uma beleza estonteante, que compartilho um pouquinho com vocês, neste retorno.



9.3.10
O desabafo de um veterano de guerra contra os EUA
Num discurso altamente articulado e impactante, o veterano da guerra do Iraque culpa o governo e os bilionários norte -americanos pela guerra!
5.3.10
Hitler, o garoto propaganda anti-aborto
A sanha conservadora, aliada ao fundamentalismo religioso está passando dos limites. Em 2009, uma campanha contra a Aids usou a imagem de Hitler e fez a analogia de que a doença é, como o líder nazista, uma assassina em massa. A campanha chocou o mundo e foi contundentemente criticada. (Leia mais)
Agora, os conservadores Poloneses – diante do avanço das políticas que reconhecem os direitos das mulheres e avançam na compreensão de que a interrupção da gravidez deve ocorrer, quando necessário ou desejado, assistida pelo Estado – mais uma vez recorrem ao Fuhrer para atacar o aborto.
Um cartaz estampado nas ruas da cidade de Poznan mostra Hitler ao lado de fetos abortados com a frase: “o aborto para mulheres polacas foi introduzido por Hitler a 9 de Março de 1943”. O sentido da anti-campanha é relacionar a prática do aborto aos terrores do nazismo.

A responsabilidade campanha é da organização Fundacja Pro, que justificou alegando que o objetivo é relembrar que o aborto foi introduzido na Polônia durante a Segunda Guerra Mundial como forma de controlar o crescimento da população, que era considerada inferior pelos nazistas.
Lançada em razão do dia internacional da mulher, a campanha foi recebida de forma muito negativa é está suscitando revolta. “Entendo que a campanha foi concebida para chocar, mas há limites para o impacto”, disse a deputada polaca Elzbieta Streker-Dembinska, ao jornal inglês “Daily Telegraph” . “Um feto e Adolf Hitler é uma comparação injustificada. A ideia é inaceitável e ultrapassa as fronteiras da decência”, acusou.
A Polônia tem uma das leis mais restritivas da Europa sobre o aborto, que só é permitido em caso de violação, incesto ou risco de vida para a mulher e para o feto.
A iniciativa conservadora ocorre no contexto de ampliação dos países que estão legalizando o aborto, como aconteceu recentemente na Espanha.
25.2.10
Aborto legal na Espanha
A Espanha, um país de fortes raízes católicas, tornou-se nesta semana um dos últimos da Europa a descriminalizar o aborto. Aprovada pelo Senado, a Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva e da Interrupção Voluntária da Gravidez permite a livre realização do aborto até a 14ª semana de gestação e até a 22ª semana nos casos de risco à vida da mãe ou malformação do feto.

Deputada comemora aprovação da nova lei
Fruto de um amplo e extenso debate, o projeto que garante a autonomia da mulher sobre seu corpo continua gerando uma forte reação da Igreja Católica espanhola. Derrotado o lobby da Igreja para impedir a aprovação do projeto, a pressão episcopal foca, agora, o rei da Espanha, Juan Carlos I.
A campanha “MajestadNoFirme.com”, que já conta com mais de 50 mil assinaturas, pede ao rei que não sanciona a lei. “Sua Majestade tem demonstrado a todos os espanhóis que é uma pessoa valente, sensivel as inquietudes de seu povo e que sofre com os que sofrem. Por isso me dirijo a vos, por ser o último recurso que temos para impedir o que, sem dúvida, será uma das maiores injustiças cometidas contra a história da Espanha. Por favor, Majestade, não sancione com sua assinatura este novo holocausto. Mesmo que esta valente decisão lhe traga contratempos, sem sua assinatura a lei não entrará em vigor”, diz a carta aberta.
Estado e Religião
A compreensão de que o Estado é laico, portanto legisla independente das doutrinas religiosas, seja elas quais forem, é uma das bases que permitiram aos países terem legislações mais avançadas sobre o assunto. Nem por isso, onde o aborto é legal, a reação da Igreja foi menor.
Os bispos excomungaram todos os parlamentares que votaram a favor da lei, mas já adiantaram que livrarão o rei do esconjuro mesmo que ele assine a lei. A Igreja também está convocando uma marcha pela vida e família para o dia 25 de março.
O debate no Brasil
A aprovação de legislações como a espanhola são importantes para o debate sobre o tema em outros países, como o Brasil. Aproximadamente 97 países, com cerca de 66% da população mundial, têm leis que em essência permitem o aborto. Noventa e três países, com cerca de 34% da população, proíbem o aborto ou permitem o aborto apenas em situações especiais como deformações do feto, violações ou risco de vida para a mãe.
No Brasil, um estudo da UnB de 2008 aponta que pelo menos 3,7 milhões de mulheres entre 15 e 49 anos já realizaram aborto. Ou seja, 7,2% das mulheres em idade reprodutiva. Desse total, menos da metade chega ao Sistema Único de Saúde (SUS). A esmagadora maioria em clínicas de fundo de quintal ou em casa, sem qualquer condição sanitária, e que levam a sequelas ou até a morte.
Impedir que o Estado dê atendimento adequado a estas mulheres é um crime. Obstruir a realização desse debate de forma ampla com a sociedade é intolerância. O Brasil precisa avançar no reconhecimento dos direitos sexuais e reprodutivos da mulher.
1.2.10
Uma nação sob os escombros
Não há como ficar indiferente à situação do Haiti e de seu povo. Um cenário de devastação que está chocando todo o mundo. Mas, as cenas de sofrimento e caos que estão sendo distribuídas como rastilho de pólvora por todos os meios de comunicação são o retrato extremo de uma situação que, antes do terremoto, já era de miséria e dificuldades.
O abalo da terra acabou por destroçar a nação, que agora jaz sob os escombros. Claro que uma catástrofe dessa magnitude teria impactos devastadores em qualquer lugar do mundo, mas num país marcado por profundas dificuldades sociais, políticas e econômicas como o Haiti as feridas abertas pelo terremoto demorarão muito, muito mais para serem cicatrizadas.
Além da cobertura usual que a mídia faz desse tipo de calamidade – explora-se o sofrimento individual, busca-se personagens para criar o elo afetivo que falta entre a audiência e a tragédia. Ao lado disso, um arrazoado de opiniões científicas sobre cismologia, as tecnologias para prever e prevenir terremotos e por ai vai – é preciso falar do Haiti, dos seus problemas estruturais e históricos, da luta daquele povo, porque esse é o contexto que vai determinar qual o percurso para superar a tragédia.
Nesse sentido, o artigo “O Haiti já estava de joelhos; agora, está prostrado” do antropólogo e professor da Unicamp Omar Ribeiro Thomaz, publicado hoje na Folha, é elucidador. Ele trás à tona o processo histórico que condenou o Haiti à miséria extrema. “Diante da fúria da natureza não cabe outro sentimento que o de uma frustração que deita raízes numa história profunda e que subitamente pode ganhar cor: o mundo dos brancos nos destruiu, o mundo dos brancos diz que quer fazer alguma coisa, mas o que faz, além de nutrir seus telejornais com fotos miseráveis que só fazem alimentar a satisfação autocentrada dos países ditos ocidentais?”, questiona.
Num país onde há 47,1% de analfabetos, onde a pobreza atinge 80% da população, onde 66% das pessoas dependem da agricultura para subsistência e que, agora, perdeu o seu coração, sua capital – Porto Príncipe – imagino que o sentimento é de desespero, desesperança, “de frustração sem limites, de raiva”.
Pensar no Haiti e rezar pelo Haiti não é suficiente. É preciso fazer alguma coisa pelo Haiti. Uma promessa dos organismos internacionais que até o momento não se concretizou. Quem sabe diante dessa tragédia, as intenções se transformem em ações que possam contribuir para que o povo haitiano supere esse episódio e consiga encontrar o caminho da soberania que leve o melhores condições.
10.9.09
Youtube tira campanha do ar
Espero que a ONG alemã repense, a partir das repercussões negativas, sua campanha.
8.9.09
A aids é um assassino em massa?
Será que o mau-gosto, o politicamente incorreto, aquilo que choca são as melhores maneiras de se construir consciências e desenvolver campanhas humanitárias? Ao menos a organização alemã "Regenbogen" acha que sim e criou uma campanha lastimável para tratar de tema tão importante.Aids is a mass murder (Aids é um assassino em massa) foi o conceito desenvolvido pela agência publicitária Das Comitte, que criou comerciais onde um casal aparece fazendo sexo num quarto e, a certa altura, o rosto de Hitler, ou Stálin ou Saddam Hussein aparece no papel masculino, personificando o mal, no caso, a Aids.
A campanha foi lançada essa semana e, segundo um de seus criadores, teve o intuito de “sacudir as pessoas”. "Nos questionamos que rosto poderíamos dar ao vírus, e certamente ele não podia ser bonito", justificou Dirl Silz, diretor de criação da campanha.
De todos os pontos de vista, a abordagem da doença – ou do combate a ela – realizada pela campanha é lastimável. Ela reproduz preconceitos, estereótipos e desinformação.
Foram décadas de esforço para acabar com os estigmas e preconceitos que a doença provocou na sociedade, com inúmeras iniciativas para integrar o portador de HIV com a dignidade e o respeito que ele merece. Contudo, essa campanha, além de pôr abaixo esse esforço, mostra que ainda há um caminho longo a se seguir para esclarecer que a aids é uma doença que pode ser controlada e que não há motivo para discriminar os portadores da doença.
Isso para não falar no preconceito que as pessoas portadoras de HIV podem sofrer com a associação da aids com tais persanalidades, como externou em postagem no youtube Steph Stance, em video que já conta com mais de 70 mil visualizações.
Sexo, drogas e assassinos em massa
A mensagem principal do vídeo não é a de que é preciso usar a camisinha para combater a Aids. Ao contrário, a saída seria evitar o sexo, que está retratado num contexto negativo. Com isso, a campanha ataca o sexo e não o vírus.
Para não dizer que, nesta abordagem, se ignoraram solenemente outras formas de contágio como o uso de seringas compartilhadas, seja para a administração de drogas, seja como recurso de saúde em lugares carentes; uso de sangue contaminado, transmissão vertical, entre outras.
Falta de medicamento também mata
Também não se diz, e isso é muito grave, que a vida de pessoas portadoras de HIV pode ser uma vida longeva e praticamente normal quando se tem acesso adequado aos medicamentos que compõe o coquetel anti-aids. A questão é: a morte por aids está associada, em parte, ao alastramento do vírus, mas não só. O monopólio exercido pelas multinacionais farmacêuticas que veem a saúde como uma fonte de lucro e impedem o acesso de centenas de milhares de pessoas aos medicamentos é a outra face dessa doença.
No Brasil, por exemplo, uma saída do governo federal para garantir um dos medicamentos que compõem coquetel anti-retroviral foi a “quebra da patente” do Efavirenz. Não fosse isso, o programa nacional de combate à aids estaria gastando milhões de reais a mais e estaria atendendo milhares de pessoas a menos.
Ainda a mulher passiva
O comercial de 30 segundos coloca a mulher como o elemento passivo da relação sexual e a vítima do mal. É verdade que o principal vetor de transmissão ainda é o masculino, mas há muitos casos em que a mulher é a portadora e transmissora do vírus. Essa abordagem reproduz o machismo, reforçando uma imagem passiva da mulher e, ainda, pode induzir a desinformação: quem transmite a aids é o homem e não a mulher.
Personagens do mal
Outra questão, que tem despertado o principal viés polêmico sobre a campanha é a utilização de rostos de personagens da história que em maior ou menor grau de consenso estão associados a governos ditatoriais que promoveram a morte de milhares de pessoas.
Primeiro, a campanha ignora o fato de que, pode haver na própria Alemanha, por exemplo, aqueles que não enxerguem algo negativo em Hitler. Há inúmeros grupos nazistas na Alemanha e em outros países que veem o führer como um herói. Outros podem se perguntar, porque outros personagens considerados tão nefastos para a história não completam a lista da campanha, como George W. Bush, por exemplo?
Mas, o pior mesmo, é revestir a aids e consequentemente o portador da aids num vilão, na encarnação do mal. Não se trata, aqui, de defender Hitler, Stálin ou Saddam Hussein, mas de saber se a analogia foi apropriada ou não. Eu acho que não.
Não se trata, aqui, de defender Hitler, Stálin ou Saddam Hussein, mas de saber se a analogia foi apropriada ou não. Eu acho que não.
Veja o vídeo:















