16.3.06

Chuchu ou Jiló?

O Chuchu é mundialmente (um exagero) conhecido como uma leguminosa que não tem gosto de nada. Se é assim, o apelido dado ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência da República, significaria que Alckmin é pessoa que não fede, nem cheira, segundo o ditado popular, ou seja, não faz diferença, não é notado, não tem relevância.
Ledo engano.
Conversando com um amigo hoje pela manhã, prosa rápida, ele falou sobre o jiló, que por ser mundialmente (outro exagero) conhecido por seu sabor amargo, é repudiado pela grande maioria das pessoas. Eu, particularmente, também como o meu amigo, acho isso uma injustiça. Porque o Jiló é uma iguaria das mais saborosas da culinária brasileira. Fritinho com maizena (para não reter a gordura) em fatias bem finas é um tira-gosto bárbaro para acompanhar uma cervejinha gelada.
Bom, voltando ao Alckmin. Apesar de adorar o jiló, acho mesmo que ele se presta melhor ao papel de caracterizar o candidato tucano. Alckmin representa o que há de mais atrasado e conservador na política nacional. Seu discurso de gerentão, ligado aos vatícinios da Opus Dei, deverá aglutinar na campanha eleitoral os setores mais reacionários do país.
Neste espaço de idéias, opiniões e indignação você vai encontrar, daqui para frente, uma decidida opositora de Alckmin. Parte da grande imprensa pode tê-lo poupado nos últimos anos. Aqui não o farei. Se a imprensa não mostra, a gente espalha. Quem acha que Alckmin fez um bom governo, vai se admirar com o que vamos mostrar daqui para frente.
E não deixe de experimentar o Jiló, ok! Depois me fala o que achou.

10.3.06

Nicotina 2

Gente, ia me esquecendo! A cena na barbearia é impagável! Fantástica! É um momento de reviravolta, de enlouquecimento!

Nicotina - uma dica para o Sofá do fim-de-semana

Com um tempinho desses, nada melhor que um sofá, um vinho, e um bom filme. A dica para o sofá deste fim-de-semana típico de março, com muita chuva e tempo cinzento na Paulicéia Desvairada, é o filme mexicano Nicotina.
Usando uma linguagem publicitária, com vários quadros apresentando os acontecimentos simultaneamente, Nicotina narra a história de um hacker/voeyer que se envolve em um negócio com a Máfia Russa.
O protagonista da película é o badalado Diego Luna (que também aparece em ótimos títulos como o policial 171). Lolo (Luna) quebrou o sigilo de contas bancárias na Suiça e as gravou em um CD para ser trocado por diamantes com um mafioso. O problema é que na noite do negócio, sua vizinha Andrea (Marta Belaustequi) descobre que Lolo a vigiava com câmeras de vídeo e grampeava e interceptava suas conversas telefônicas. Enfurecida, Andrea invade o apartamento de Lolo. Na confusão, ele pega o CD errado para entregar à Máfia.
Bom, onde entra a Nicotina, você pode me perguntar. Ela é o fio condutor que liga os personagens, que serve de base para o desenrolar da história. Fumantes, fumantes tentando superar o vício ou fazendo de conta que estão tentando, militantes antifumo – o fato é que a história se assenta sobre a fumaça cinza que paira no ar e que, um dia, pode levá-lo à morte... Vale a pena!

Ficha técnica
Título Original: Nicotina
Tempo de Duração: 93 minutos
Ano de Lançamento: 2003
Direção: Hugo Rodriguez
Roteiro: Martin Salinas