Todos os dias atravesso os 20 km da rodovia Raposo Tavares que separam a minha casa da cidade de São Paulo. Procuro, sempre que dá, fugir dos horários de pico. Nas terças-feiras isso não é possível e, então, enfrento o congestionamento daqueles que optaram por morar no 'campo' e trabalhar na 'cidade'. Sem reclamar, porque eu me incluo entre os que fizeram essa opção e, por mais que muitos amigos me chamem de louca, acho que vale muitíssimo a pena e, inclusive, indico.
Na verdade, o trânsito até que não me encomoda tanto - logo de manhã, procuro encarar esse tempo 'ocioso' de uma maneira 'produtiva'. As vezes curtindo um CD, na maioria escutando o noticiário que, como costuma dizer meu ex - um dos sinais de que você está ficando velho é deixar de ouvir música para ouvir a CBN.
Hoje não foi diferente. Mas, já perto de São Paulo e tendo ouvido todas as notícias - que começavam a se repetir, mudei para a música. Quando, uma confusão alguns metros adiante anunciava mais um acidente na Rodovia. E, como na maioria deles, envolvendo um motoqueiro.
Lá estava o corpo estendido no chão, literalmente, a mulher que dirigia o carro ao lado, desesperada, vários motoqueiros em volta, do atropelamento que deveria ter acontecido bem naquele instante.
Confesso que fiquei abalada com aquilo. Principalmente com o prosseguimento do fluxo, as pessoas nos carros ao lado continuando suas rotinas, ouvindo músicas em altos volumes, outros motoqueiros arriscando suas vidas no zigue-zague entre os carros.
Desliguei o som. Fiquei impressionada como a gente, todos nós, desenvolvemos mecanismos de ver o padecimento alheio, a miséria, e todas as distorções produzidas pela nossa sociedade e ficarmos imunes, indiferentes. Como diria Brecht, estamos perdendo a capacidade de nos indignar.
4.4.06
Janela sobre a Indignação 2
16.3.06
Chuchu ou Jiló?
O Chuchu é mundialmente (um exagero) conhecido como uma leguminosa que não tem gosto de nada. Se é assim, o apelido dado ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência da República, significaria que Alckmin é pessoa que não fede, nem cheira, segundo o ditado popular, ou seja, não faz diferença, não é notado, não tem relevância.
Ledo engano.
Conversando com um amigo hoje pela manhã, prosa rápida, ele falou sobre o jiló, que por ser mundialmente (outro exagero) conhecido por seu sabor amargo, é repudiado pela grande maioria das pessoas. Eu, particularmente, também como o meu amigo, acho isso uma injustiça. Porque o Jiló é uma iguaria das mais saborosas da culinária brasileira. Fritinho com maizena (para não reter a gordura) em fatias bem finas é um tira-gosto bárbaro para acompanhar uma cervejinha gelada.
Bom, voltando ao Alckmin. Apesar de adorar o jiló, acho mesmo que ele se presta melhor ao papel de caracterizar o candidato tucano. Alckmin representa o que há de mais atrasado e conservador na política nacional. Seu discurso de gerentão, ligado aos vatícinios da Opus Dei, deverá aglutinar na campanha eleitoral os setores mais reacionários do país.
Neste espaço de idéias, opiniões e indignação você vai encontrar, daqui para frente, uma decidida opositora de Alckmin. Parte da grande imprensa pode tê-lo poupado nos últimos anos. Aqui não o farei. Se a imprensa não mostra, a gente espalha. Quem acha que Alckmin fez um bom governo, vai se admirar com o que vamos mostrar daqui para frente.
E não deixe de experimentar o Jiló, ok! Depois me fala o que achou.
Ledo engano.
Conversando com um amigo hoje pela manhã, prosa rápida, ele falou sobre o jiló, que por ser mundialmente (outro exagero) conhecido por seu sabor amargo, é repudiado pela grande maioria das pessoas. Eu, particularmente, também como o meu amigo, acho isso uma injustiça. Porque o Jiló é uma iguaria das mais saborosas da culinária brasileira. Fritinho com maizena (para não reter a gordura) em fatias bem finas é um tira-gosto bárbaro para acompanhar uma cervejinha gelada.
Bom, voltando ao Alckmin. Apesar de adorar o jiló, acho mesmo que ele se presta melhor ao papel de caracterizar o candidato tucano. Alckmin representa o que há de mais atrasado e conservador na política nacional. Seu discurso de gerentão, ligado aos vatícinios da Opus Dei, deverá aglutinar na campanha eleitoral os setores mais reacionários do país.
Neste espaço de idéias, opiniões e indignação você vai encontrar, daqui para frente, uma decidida opositora de Alckmin. Parte da grande imprensa pode tê-lo poupado nos últimos anos. Aqui não o farei. Se a imprensa não mostra, a gente espalha. Quem acha que Alckmin fez um bom governo, vai se admirar com o que vamos mostrar daqui para frente.
E não deixe de experimentar o Jiló, ok! Depois me fala o que achou.
10.3.06
Nicotina 2
Gente, ia me esquecendo! A cena na barbearia é impagável! Fantástica! É um momento de reviravolta, de enlouquecimento!
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