11.6.06

Janela sobre a Copa do Mundo

Começou, afinal, a Copa do Mundo. Na verdade ela já tinha começado há alguns meses, dado o bombardeio verde-amarelo de produtos, propagandas, cobertura jornalística. Parece que estamos na Copa desde janeiro. Já estou até com overdose.
Mas, no futebol mesmo, confesso que até agora nada de espetacular, com excessão do empate (sim, um empate pode ser espetacular, e não apenas algo sem sal ou açucar) entre Suécia e Trinidad e Tobago. Parecia uma final, tanta foi a alegria da seleção desta pequena ilha situada no Caribe. Um zero a zero com sabor de vitória para uns e de amarga derrota para os empolados suecos. Adorei.

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Adorei também o documentário O Sol, das cariocas Tetê Amaral e Martha Alencar, que deverá estreiar em 21 de julho. Uma história emocionante contada de uma maneira emocionada sobre um periodo fundamental e decisivo do Brasil.
Era 1967 no Rio de Janeiro, e já o país estava sob o governo militar, mas ainda na ante-sala do AI-5.
A juventude aos poucos vai ocupando o papel protagonista na luta pela democracia e liberdade, seja nas ruas em grandes manifestações, seja através da cultura (teatro, música, cinema) como no acalourado Festival da Record de 67, seja criando um veículo de informação que rompesse o silêncio, como O Sol. Fique de olho!

5.6.06

Janela sobre um absurdo

Eu li a chamada na capa do uol, mas não acreditei. Estaria mesmo certa? Fiquei instigada e cliquei para conferir: Mulheres são leiloadas para prostituição nos aeroportos britânicos. Para os que se sentem orgulhosos de terem promovido a democracia, de vivermos numa sociedade cujo sistema político aboliou a escravidão, chega ai mais uma evidência, de que essa liberdade é para apenas uma parcela da população.
E dessa vez, não se trata de trabalho escravo nos rincões de países ditos de terceiro mundo. Não. São em cafés e salas de aeroportos internacionais, como o de Gatwick, no sul de londres.
E ainda há os que acham que lutar por um mundo melhor, por uma nova sociedade, é coisa de jurássico. PQP viu.

3.6.06

Janela sobre um desafio

Já haviam me dito o quão fácil é fazer um blog, e o quão difícil é mantê-lo vivo, atualizado, interessante. Estou diante de um desafio aqui.
Primeiro, porque minha profissão é escrever. Escrever o dia todo, para vários lugares, sobre vários assuntos. Escrever profissionalmente exige responsabilidade, é uma obrigação. Não que isso seja ruim, um fardo pesado. Ao contrário.
Porém, me toma o tempo, que fica escasso. Passo horas, talvez 10, chegam a 12 horas em frente ao monitor. Isso cansa. Aliás, tem gente pelo mundo que anda morrendo em maratonas de jogos e afins em frente ao computado. (Credo!, Tô fora!)
Então esse é o primeiro desafio, conciliar o trabalho de jornalista com a atividade de blogueira (nesse caso, não valem comparações com Toreros, Kfouris, e afins, que esses ganham e pagam para manter seus blogs em tempo real).
O segundo desafio é a escolha dos temas, assuntos que possam tornar a leitura destas Janelas algo atrativo, que possa trazer coisas novas, reflexões, um outro ponto de vista. Sei que isso pode parecer pretencioso, mas quem não é, onde chega mesmo nesta vida?

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EM TEMPOS DE COPA

O espírito da Copa já pegou você? Bom se todo esse apelo consumista e midíatico em torno de uma competição de futebol ainda não te atingiu, você realmente é impenetrável.
Existem os que gostam e os que não gostam de futebol, independente de que time jogue, seja ele um clube ou a seleção. Mas, existir uma coisa que seja totalmente unanimidade nos gostos pessoais é um pouco estranho para uma nação com 186.393.190 pessoas, segundo estimativa do IBGE às 23:41 hs de 03/06. Pelo visto, conseguiram transformar a Copa do Mundo neste único item inquestionável do gosto popular.
Eu, que gosto de futebol, fico meio assustada com todo esse ferver. Até aboujor, minha gente, com as bandeirinhas do Brasil, é um pouco demais. A seleção vende tudo (sorvete, camisinha, churrasqueira, sofá, chocolate, roupinha para cachorros, tudo!) É inacreditável.
Eu não me rendi ao consumo verde-amarelo (ainda não). Mas, a 10 dias da estréia da seleção canarinho, eu estou aqui, na torcida, e um pouco pessimista. Será que toda essa badalação vai nos levar pela 4ª vez consecutiva para uma final da Copa?