A eficiência do time francês barrou a nau portuguesa. Um jogo bem marcado, disputado, com garra de ambos os lados.
A tal da vontade de ganhar manteve-se viva até os 49 min. do segundo tempo. Nos 4 minutos finais, já nos acréscimos, o Felipão pede a bola na área. E, então, Ricardo (goleiro herói na partida que garantiu a vaga da seleção portuguesa nessa semi-final) deixa o gol. Deixa o seu gol e parte rumo ao gol adversário. Disposto a um tudo ou nada para tentar nos últimos minutos mudar o destino daquela partida.
Foi bonito. Foi emocionante.
Todos os 11 jogadores, querendo ver a bola na rede. Barthes falha, mas Figo cabeceia pra fora. Que desespero. Tem eficiência, mas tem também sorte. Um impedimento, por meio metro....
É, mas não deu. Fim de jogo. E como em todo jogo, vencedores e vencidos, alegria e tristeza. Que há de se fazer. Mas o espírito esportivo, de integração, da saudável disputa, prevalece. O respeito entre jogadores adversários. O reconhecimento do esforço e do trabalho.
Zidane e Figo, jogadores experientes, ídolos mundiais. Um abraço fraterno, a troca das camisas e mais que isso, uma reverência ao esporte: os dois capitães vestem cada um a camisa do outro.
Essas são as imagens que devíamos guardar da Copa, do esporte.
Parabéns Felipão.
5.7.06
No creo en las brujas, pero que las ay, las ay
O famoso dito popular, aplica-se a quase tudo o que, aparentemente, não é explicado.
O que está se passando no México é a luta entre os que querem romper com o imperialismo, com, com a Nafta, trilhar um caminho mais soberano, e os que querem manter o povo mexicano subjugado, de joelhos.
Dá-lhe Obrador!
- Como explicar o aparecimento de votos no lixo nas eleições presidenciais mexicanas?
- Como explicar a não contabilização de 3.300 votos em Los Altos de Chiapas e de tantos mais em outras províncias?
- Como explicar a real possibilidade de um povo já acostumado a ser um quintal do Tio Sam, de repente se dividir e depositar suas esperanças num candidato Obrador?
O que está se passando no México é a luta entre os que querem romper com o imperialismo, com, com a Nafta, trilhar um caminho mais soberano, e os que querem manter o povo mexicano subjugado, de joelhos.
Dá-lhe Obrador!
2.7.06
Faltou o tempero da vontade, a sede da vitória
O céu nublou para as nossas estrelas. A constelação canarinho se apagou diante de 180 milhões de corações brasileiros, como bem lembrava a frase cunhada no ônibos da seleção. Como de praxe, nessa tempestade estão chovendo críticas. Procuram-se os culpados. Ídolos tornam-se vilões e, nós, os carrascos que os condenamos.
Preferi não assistir aos comentários pós derrota. No jornal, limitei-me à manchete. Sim, o time jogou mal, sem dúvida. Estava perdido diante do adversário, que ocupou os espaços como se fosse um gigante. A bola parecia uma desconhecida.
Mas, para mim, o que mais marcou essa derrota foi o Parreira. Independentemente de concordar ou discordar de seu esquema tático, debate que pode durar horas sem fio, o fato é que ele estava sempre ali, no banco, apático, indiferente, alheio, inexpressivo. Parecia não se importar com nada do que estava acontecendo, fosse vitória, fosse derrota.
Tão diferente do Felipão que me levou as lágrimas com a seleção portuguesa. Com garra, vontade, sede de ganhar. Gesticulando, vivendo cada momento do jogo de forma intensa.
Sangue correndo nas veias, pulsando quente, tão brasileiro. Para mim, o Felipão é a alma do torcedor brasileiro na Copa, vibrando pelo seu time.
O confronto com a França não vai ser fácil. O time está motivado depois da vitória para a pretensa favorita seleção brasileira. Estão confiantes. Mas o Felipão também. Derrotar a Inglaterra de ídolos mundiais foi um grande acontecimento.
Para ganhar uma competição como a Copa do Mundo, além de técnica, habilidade, preparo físico, é preciso o tempero da vontade, do desafio. Nossos jogadores e o Parreira parecem não almejar mais nada, talvez já tenham alcançado tudo.
A palavra agora é renovação. Os 180 milhões de corações brasileiros já começam ensair a discussão para a próxima Copa do Mundo. Até lá, me somarei à torcida portuguesa. Dá-lhe Felipão!
Preferi não assistir aos comentários pós derrota. No jornal, limitei-me à manchete. Sim, o time jogou mal, sem dúvida. Estava perdido diante do adversário, que ocupou os espaços como se fosse um gigante. A bola parecia uma desconhecida.
Mas, para mim, o que mais marcou essa derrota foi o Parreira. Independentemente de concordar ou discordar de seu esquema tático, debate que pode durar horas sem fio, o fato é que ele estava sempre ali, no banco, apático, indiferente, alheio, inexpressivo. Parecia não se importar com nada do que estava acontecendo, fosse vitória, fosse derrota.
Tão diferente do Felipão que me levou as lágrimas com a seleção portuguesa. Com garra, vontade, sede de ganhar. Gesticulando, vivendo cada momento do jogo de forma intensa.
Sangue correndo nas veias, pulsando quente, tão brasileiro. Para mim, o Felipão é a alma do torcedor brasileiro na Copa, vibrando pelo seu time.
O confronto com a França não vai ser fácil. O time está motivado depois da vitória para a pretensa favorita seleção brasileira. Estão confiantes. Mas o Felipão também. Derrotar a Inglaterra de ídolos mundiais foi um grande acontecimento.
Para ganhar uma competição como a Copa do Mundo, além de técnica, habilidade, preparo físico, é preciso o tempero da vontade, do desafio. Nossos jogadores e o Parreira parecem não almejar mais nada, talvez já tenham alcançado tudo.
A palavra agora é renovação. Os 180 milhões de corações brasileiros já começam ensair a discussão para a próxima Copa do Mundo. Até lá, me somarei à torcida portuguesa. Dá-lhe Felipão!
Assinar:
Postagens (Atom)