Estou acompanhando esse debate sobre a Portaria publicada pelo Ministério da Justiça que trata da classificação indicativa dos programas exibidos pelas emissoras de televisão brasileiras.
O assunto é dos mais relevantes e interessa indistintamente à toda a sociedade.
Mas é impressionante como para desqualificar uma proposta e um debate tão pertinente os setores que têm seus interesses comerciais atingidos se valem de argumentos rasos, vazios e criam mecanismos para, ao invés de elucidar, criar confusão.
Quando o tema é comunicação, então, nem se fala - qualquer iniciativa para discutir a questão é logo taxada de tentativa de censura, de cerceamento da liberdade de expressão, de retorno ao estado autoritário e por ai afora.
Lamentável. Porque cerceamento à liberdade de expressão e autoritarismo é o que praticam boa parte dos meios de comunicação em nosso país, quando excluem de seu já batido repertório diário as opiniões dissonantes, é a imposição de uma programação na sua maioria emburrecedora, que não propõe a reflexão, pautada pelo sensacionalismo e pela exploração de estereótipos (da mulher, dos movimentos socias, dos negros, da juventude).
Nos próximos posts, vou procurar desconstruir um a um os argumentos desqualificados que combatem a iniciativa (e que são advogados principalmente pelos empresários dos meios de comunicação) e, ao mesmo tempo, dialogar com os argumentos que têm consistência, analisando-os caso a caso.
23.2.07
22.2.07
Janela de cara nova
Este blog ganha nova roupagem em 2007. Cores mais claras, linhas mais leves. Talvez esperando que o ano também acompanhe esta tendência.
Depois do Carnaval vem a inadiável Quarta-Feira de Cinzas.
No País do Carnaval, diz-se sobre tudo e todos que cada ano novo se inicia com o fim da festividade. Eu concordo. Em 2007 não havia de ser diferente, inclusive para este blog, que passou um longo recesso sem comentar nada.
Veja, não quero afirmar a ausência de coisas importantes para comentar neste período, mas sim uma vontade de não fazê-lo.
Começo, pois, o ano falando de Carnaval e lamentando o rebaixamento da Peruche, em São Paulo, e da Império Serrano, no Rio. Por mais que seus carnavais não tenham sido merecedores do título, duas escolas tão tradicionais vão sendo esmagadas pelo poder financeiro que tomou conta da festa.
Minha querida Portela, que ficou apenas em 8º lugar, mesmo elogiadíssima e com um lindo carnaval, também não encontra fôlego para chegar perto da rica Beija-Flor.
Como em tudo na vida, o Carnaval também faz sua distinção econômica. Quem perde é o samba, é a festa.
Alegria foi ver o Frevo virar patrimônio cultural do Brasil no seu aniversário de 100 anos, 'frevendo' não só em Pernambuco, mas em outras paragens.
Enquanto isso, em Salvador, a morte de foliões ignorada pelo dono do bloco, Carlinhos Brown, que manteve a festa mesmo com as vítimas sob seus pés. Desumano.
Folia e foliões de lado, recobramos o ânimo para observar e analisar 2007. Vamos ver o que vem por ai!
Veja, não quero afirmar a ausência de coisas importantes para comentar neste período, mas sim uma vontade de não fazê-lo.
Começo, pois, o ano falando de Carnaval e lamentando o rebaixamento da Peruche, em São Paulo, e da Império Serrano, no Rio. Por mais que seus carnavais não tenham sido merecedores do título, duas escolas tão tradicionais vão sendo esmagadas pelo poder financeiro que tomou conta da festa.
Minha querida Portela, que ficou apenas em 8º lugar, mesmo elogiadíssima e com um lindo carnaval, também não encontra fôlego para chegar perto da rica Beija-Flor.
Como em tudo na vida, o Carnaval também faz sua distinção econômica. Quem perde é o samba, é a festa.
Alegria foi ver o Frevo virar patrimônio cultural do Brasil no seu aniversário de 100 anos, 'frevendo' não só em Pernambuco, mas em outras paragens.
Enquanto isso, em Salvador, a morte de foliões ignorada pelo dono do bloco, Carlinhos Brown, que manteve a festa mesmo com as vítimas sob seus pés. Desumano.
Folia e foliões de lado, recobramos o ânimo para observar e analisar 2007. Vamos ver o que vem por ai!
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