5.4.07

O desafio do jornalismo alternativo

Um ofício cada vez mais espinhoso é o fazer jornalístico, particularmente quando o que se pretende é manter um canal alternativo de informação e debate dos temas cruciais para o Brasil e o mundo.
Alternativo, aqui, tem significado de diverso, diferente do que se lê, vê e ouve nos veículos 'tradicionais', na chamada 'grande imprensa'.
O desafio de manter um jornalismo alternativo pôde ser acompanhado recentemente com o estouro da crise na Carta Maior, portal de notícias que tem como foco a cobertura dos movimentos socias, que persegue a produção jornalística calcada no espírito público, independente.
O "iminente fechamento de Carta Maior" como foi divulgado em editorial do próprio site, teve um surpreendente impacto de mobilização solidária, levando milhares de pessoas a se manifestarem contra o encerramento das atividades do portal, criando uma corrente de iniciativas para evitar esse desfecho.
A mobilização teve efeito positivo e Carta Maior anuncia que manterá suas atividades, numa demonstração simbólica de que é possível, sim, com a participação de muitos, mudar a rota batida das coisas.
E, é justamente essa, a mensagem que a cada dia Carta Maior procura veicular em seus conteúdos: construir um Brasil diferente é possível, se todos se mobilizarem por isso.

2 comentários:

  1. Realmente é complicado fazer um jornalismo alternativo... Principalmente no Brasil, onde todos gostam de ver assuntos supostamente "fúteis"! Acho que quem tem um jornalismo diferenciado, como a Carta Maior, é caro... Eu mesma, que faço jornalismo, não tenho condições de ficar comprando a revista! Isso tbm é muito complicado! Se fosse mais em conta, quem sabe a maioria dos brasileiros comprassem mais e lessem mais sobre os assuntos importantes tratados nele.

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  2. Pois é, Rê. Lembra da Bundas? Nem tão alternativa no quesito redatores e colaboradores, mas totalmente independente, já que não tinha anunciante.

    O slogan "quem põe a bunda na Caras não põe a cara em Bundas" incomodou. Além do nome, apesar de se tratar da "paixão nacional". Pra vender disco e novela, a bunda serve. Pra mandar quem merecer tomar nela, aí nego tá extrapolando.

    Ê mídia brasileira!

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